II Fórum Nacional de Museus Indígenas

 

Data: 15 a 20 de agosto de 2016

Local: Território Indígena Kapinawá (Buíque/PE)

Realização: Rede Indígena de Memória e Museologia Social do Brasil

Apoio: Núcleo e Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade/Universidade Federal de Pernambuco (NEPE-UFPE), Museu do Homem do Nordeste/Fundação Joaquim Nabuco (MUHNE-FUNDAJ), Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), Museu do Índio/FUNAI-RJ, Museu Paraense Emílio Goeldi, Rede Cearense de Museus Comunitários, Projeto Xingu/UNIFESP-SP, Associação Nacional de Ação Indigenista/ANAÍ-BA.

O II Fórum Nacional de Museus Indígenas reunirá representantes de povos indígenas que desenvolvem processos museológicos em seus territórios no Brasil, para a troca de experiências e saberes, articulação interinstitucional e formação em rede. Este encontro faz parte das atividades da Rede Indígena de Memória e Museologia Social, que vem realizando encontros periódicos que estão propiciando a consolidação de uma articulação em rede que envolve povos indígenas dos estados do Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Amapá, Amazonas, Rondônia, entre outros.

Além dos encontros presenciais, esta articulação vem sendo feita através das redes sociais, que estão sendo fundamentais para a circulação da informação e a rapidez do contato. Foram realizados alguns encontros que constituíram momentos cruciais na aproximação dos indígenas que protagonizam processos museológicos em diversos locais brasileiros, do Oiapoque/AP à Aratuba/CE, passando por Tupã/SP, Buíque/PE, Benjamin Constant (AM) e Rio de Janeiro/RJ. Estes encontros estão propiciando a consolidação deste processo de articulação nacional, de trocas culturais e de fortalecimento do diálogo destas iniciativas com o Estado brasileiro na proposição de políticas culturais adequadas às especificidades dos museus entre as populações indígenas. Foram eles: o V e o VI Fórum Nacional de Museus (em 2012, em Petrópolis/RJ, e em 2014, em Belém/PA); I e II Encontro de Museus Indígenas em Pernambuco (dezembro de 2012 e de 2014, em Recife/PE); o I Fórum de Museus Indígenas do Brasil (maio de 2015, no Museu dos Kanindé, em Aratuba/CE), os 3 Encontros de Formação de Gestores de Museus Indígenas do Ceará (2011, 2012 e 2015); as cinco edições do Encontro Paulista Questões Indígenas e Museus (entre 2011 e 2016, no Museu Histórico-Pedagógico Índia Vanuíre, em Tupã/SP); o I Encontro de Formação em Museologia para Povos Indígenas em Pernambuco (julho de 2015, no Museu Kapinawá, em Buíque/PE); e o V Encontro Internacional de Ecomuseus e Museus Comunitários (outubro de 2015, na UFMG, em Juiz de Fora/MG).

Algumas das principais novidades desta rede em constituição foram a criação do Museu Kapinawá (Buíque/PE), em julho de 2015 e, mais recentemente, do Museu Indígena Wolrik (Sol Nascente), do povo Kaingang (Arco-Íris e Tupã/SP), e do Museu Paiter A Soe, do povo Paiter-Suruí, da aldeia G̃apg̃ir (Cacoal/RO). O Fórum o possui também o objetivo de fortalecer a Rede Indígena de Memória e Museologia Social através da consolidação dos núcleos locais e da aproximação com povos indígenas da região do Xingu, do Centro-Oeste e do Sul do Brasil que estão dialogando sobre questões afins, completando a presença de populações indígenas de todas as regiões brasileiras.

Este ano, o Fórum acontecerá junto ao III Encontro de Museus Indígenas em Pernambuco, evento bienal organizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade (UFPE), que reúne pesquisadores, indígenas e gestores públicos para dialogar sobre coleções etnográficas, museus indígenas, acervos indigenistas, processos museológicos colaborativos, formação de acervos, qualificação técnica para a gestão museológica, articulação em rede e políticas públicas no diálogo com o Estado.